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sábado, 21 de maio de 2011

Como dar um fora em alguem sem magoar a pessoa.

E agora? O que fazer? Como me livrar dele(a)? Essas perguntas certamente passarão pela sua cabeça se estiver numa situação como essa: livrar-se de alguém. É claro que não é nenhuma tarefa fácil, especialmente se você for uma pessoa consciente, que respeita os sentimentos alheios e tem ideia do que isso pode significar para quem está do outro lado do tabuleiro. Não abandone o jogo simplesmente! Termine-o!

Sim, a vida é um jogo e, por vezes, perigoso, conduzindo-nos a situações instáveis, que podem fugir do nosso controle. Se o encanto acabou e você está sentindo que chegou a hora de se “livrar” desse enredo, é preciso considerar todas as implicações que envolvem uma relação em via de se dissolver. Torna-se necessário cautela, sutileza e muito tato para lidar com algo deveras delicado. As peças estão em jogo; movimente-as com inteligência. 


Pense bem: levar um fora é uma das coisas mais desconfortáveis que se pode enfrentar, ainda mais quando não existe expectativa para esse desfecho. Mas é preciso entender também que essa é a realidade e não há como se desvencilhar dela. Adiar uma resolução deste naipe é deixar para amanhã a chance de ambos recomeçarem suas vidas em outros moldes ou em outros braços.

Na maioria das vezes não há um terceiro elemento na história, apenas houve a percepção de que aquela não é a pessoa com quem você deseja dividir as emoções. Pelo menos, não mais. Também não se pode afirmar que houve um equívoco de sua parte ou da parte dele(a). O fato é que a coisa não evoluiu para "amor": foi apenas atração (sensação de ordem exclusivamente instintiva). Não há fantasia, nem prospectos de futuro. São os elementos químicos que estiveram envolvidos durante esse tempo, não o coração. Mas como explicar isso a ele(a)?

Acredito que apenas “dar um gelo” não traduz com fidelidade o que você tem em mente. O tratamento hostil pode ser encarado como um sintoma de mau-humor e pode ser passageiro. Ir “sumindo aos poucos” também não resolverá o caso, pois, a cada aparição, reacenderá no coração do outro a esperança de que existem sentimentos nessa história e de que a fase ruim poderá ser superada.

Seria meio proibitivo, na derradeira hora de expor os fatos, dizer algo como:“ você merece alguém melhor”, “preciso de um tempo”, “não sou a pessoa certa pra você”, “me enganei a seu respeito”, "sou assim mesmo", “você não me merece”, “tenho outros planos pra mim”, "conheci outra pessoa"... Essas frases inclinarão por terra toda a sua boa intenção em tentar esclarecer a sua decisão. Será pior, pois terá de explicar, traduzir e desenhar tudo o que vem embutido/camuflado em qualquer uma dessas expressões.

O melhor mesmo é encarar com seriedade (sem recaídas) a sua decisão. A partir do momento que tiver certeza de que deve optar pelo fim do relacionamento, chame-o(a) para uma conversa e exponha tudo o que sente e o que pretende ao dar um basta nessa relação. Se vai doer? Certamente que sim, mas será a maneira mais educada, consciente e responsável de se agir frente a um fato que envolve emoções. E emoções alheias, neste caso.

Dar um fora em alguém com quem se compartilhou momentos descontraídos e prazerosos não é tão simples quanto sumir depois de uma noite intensa de prazer com alguém que se conheceu há pouco tempo e não se construiu história nenhuma. Dar um fora em uma pessoa que nos completou por um tempo, foi cúmplice, amante, amigo(a), requer bem mais do que meia dúzia de palavras para dissolver tudo o que se viveu. Fazê-lo(a) ficar com raiva não vai adiantar. É preciso clareza, não ignorância.

Seja transparente, leal, correto(a), autêntico
(a). Diga o que vem do coração e não se deixe levar por possíveis lágrimas, chantagens ou joguinhos premeditados dele(a) para atraí-lo(a) novamente. Deu um fim, é fim mesmo. Acalentar ilusões alheias é extrema falta de caráter e de respeito. Termine o jogo, levante-se da mesa e não olhe mais para trás. Não houve vencedor nem perdedor, apenas o fim do jogo. A verdade supera qualquer outra virtude. Dói, machuca como lâmina, fere como fogo, mas é imprescindível quando o assunto é sentimento. Pense nisso!

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